quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Quem sabe ainda sou uma garotinha...
Descobri quase sem querer um vendaval imenso em meu calcanhar, e vi que sou hipócrita ao gostar de pessoas "diferentes", diferentes como eu e não diferentes de mim. E entre tais diferenças que me fazem ser o que sou, ou não, me choquei com o baque entre o que eu pré conceituei e o que na verdade vi em reflexos desconexos. Bem, se caio na tentação à confusão ou insensatez por um triz serei menos clichê. De repende a manhã se tornou mais sadia após a leitura inesperada de um diário qualquer. Entre a tão 'devastadora' tecnologia simplesmente me reencontrei sem querer, reencontrei meus vícios, sonhos e liberdade. E então a vontade de escrever. Larissa que me perdoe se sem querer lhe roubei um pouco de inspiração, o fato é que com essa leitura interrompida em uma indecisão entre a contínua tarefa de se encontrar, se perder e a ânsia de se esvaziar em palavras e não busco canções, caí de pára-quedas em mim mesma. Em uma leitura ao acaso esbarrei em tantos ângulos, tantos dramas que parecem ter ficado pra trás mas na verdade se encontravam em um sono ou cochilo do qual levemente despertaram por um, talvez breve, instante. Não quero só falar do que me deixa indignada mas também do que me faz rir a graça e a alegria ou chorar de felicidade, o fato é que não sei por onde começar. Ao ler Beltranilda não pode me escapar os pensamentos cruéis: "não pode ser verdade" ou "como alguém é feliz com esse nome?" e me dei conta de que até o nome faz nossa história, algo tão simples pelo qual somos destacados, vi que até ele não temos a obrigação de carregar como um fardo em nossas costas, é tudo uma questão de ESCOLHA. Sinceramente, eu também optaria por "Bel", ou por "Lene" como fez minha amiga Lene que de Edilsilene não tem nada, tão leves, tão simples. Não tenho a pretensão de divagar sobre meu nome mas percebi que ele transpira meu lado doce e gentil, e também posso ser azeda, amarga ou salgada, o que foi outra coisa que me dei conta mais uma vez. Sempre caímos no erro de simplificar as pessoas, objetivar e postular, atribuir adjetivos e não permitimos uma contradição, mas nos esquecemos que já nascemos contradição, não há como fugir e nem porque tentar. E assim também o mundo continua cinzento e colorido. Isso é possível. E não há o sonho de felicidade eterna e mundo colorê desgrudado, desgarrado, desfigurado sem a outra face da moeda, seria uma mutilação e enfim, não podemos amputar os problemas, defeitos, erros ou medos, eles estão aí seja pra nos fazer crescer ou para nos fazer congelar ao relento, ainda então, é uma questão de escolha. Todos tem um pouco de nós, todos estão contra nós. É uma questão de ESCOLHA.
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Olá,
ResponderExcluirbelo texto.
também uso a escrita como uma forma de me encontrar...
sigo-te
;**